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Receber um diagnóstico difícil, enfrentar uma internação prolongada ou lidar com a perda de um animal de estimação são experiências profundamente dolorosas para muitas famílias.

Nesse contexto, medo, tristeza, culpa e frustração podem se manifestar de diferentes formas. Em alguns momentos, essas emoções acabam sendo direcionadas justamente para quem está tentando ajudar: o médico veterinário.

Questionamentos constantes, cobranças excessivas, desconfiança, irritação e até agressividade verbal fazem parte da realidade de muitos profissionais da área.

Mas como esse tipo de situação impacta a saúde mental de quem está do outro lado da consulta?

Diante de uma situação de sofrimento, é natural que as pessoas busquem respostas ou tentem encontrar explicações para aquilo que está acontecendo.

Em alguns casos, o médico veterinário passa a representar a pessoa que comunica notícias difíceis, estabelece limites terapêuticos ou informa que nem sempre será possível alcançar o resultado esperado.

Isso pode fazer com que emoções intensas sejam direcionadas ao profissional, mesmo quando ele está atuando com ética, conhecimento técnico e comprometimento.

Receber críticas, acusações ou reações agressivas de forma recorrente pode gerar um desgaste emocional significativo.

Com o tempo, alguns profissionais passam a desenvolver sentimentos como:

  • insegurança nas tomadas de decisão;

  • medo de novos conflitos;

  • autocobrança excessiva;

  • sensação de impotência;

  • exaustão emocional.

Quando essas experiências se repetem, podem contribuir para o aumento do estresse ocupacional e comprometer o bem-estar psicológico.

A empatia é uma das habilidades mais importantes da medicina veterinária.

Compreender o sofrimento do tutor ajuda a construir uma relação de confiança e acolhimento.

No entanto, empatia não significa assumir toda a dor do outro ou aceitar comportamentos agressivos como algo "normal da profissão".

É possível acolher emoções difíceis sem deixar de estabelecer limites respeitosos.

Como proteger sua saúde mental

Algumas estratégias podem ajudar o profissional a lidar melhor com essas situações:

  • reconhecer que a reação do tutor, muitas vezes, está relacionada ao momento de sofrimento que ele vive;

  • investir no desenvolvimento de habilidades de comunicação;

  • compartilhar experiências difíceis com colegas de confiança;

  • buscar apoio psicológico quando necessário;

  • lembrar que nem toda crítica define a qualidade do seu trabalho.

A relação entre tutores e médicos veterinários é construída em momentos de grande vulnerabilidade emocional.

Por isso, promover uma comunicação mais empática e, ao mesmo tempo, fortalecer a saúde mental dos profissionais é fundamental para relações mais saudáveis.

Na Ekôa Vet, acreditamos que cuidar da saúde mental do médico veterinário também é uma forma de cuidar da profissão, dos pacientes e das famílias que confiam nesse trabalho.

Ekoa Vet

Associação Brasileira em prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária.

#vocênãoestásozinho

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